Soltei minha alma bem gaúcha, e de a cavalo Lá onde empeça a galhardia do rodeio Sinchei no arreio o sonho lindo dum pialo E vivo a ostentá-lo no mundo que gineteio Nestes repechos onde enfreno meus cambichos No andar contrito da dança xucra da doma Tirei diploma pra adoçar a cisma dos bichos Não dou permisso pra bagual que se entona No campo que eu gineteio No mundo dos retovados No bagual que boto freio Eu firmo as garras e apeio Só depois de bem domado No campo que eu gineteio No mundo dos retovados No bagual que boto freio Eu firmo as garras e apeio Só depois de bem domado Eu vivo o destino do lombilho pro galpão Onde a emoção tem a aurora alvissareira Um sangue nas veias pra pulsar o coração Tropa e tropilhas pra convivência campeira Solto de freio, bem do jeito que Deus mande Agarro as crinas desse tempo redomão Sou um campeiro da província do Rio Grande Marca teatina dos ginetes do rincão No campo que eu gineteio No mundo dos retovados No bagual que boto freio Eu firmo as garras e apeio Só depois de bem domado No campo que eu gineteio No mundo dos retovados No bagual que boto freio Eu firmo as garras e apeio Só depois de bem domado