Deixamos a poeira assentar Promessas guardadas no fundo dos dias Mas o tempo não sabe esperar E agora ele bate na porta vazia Os ponteiros gritam, não querem calar O que ficou para depois, agora desaba Carrego o peso de quem não quis olhar E tento salvar o que escorre na lava Mas quem é que aguenta Segurar a vida alheia em mãos tremendo? O relógio não cansa E enquanto o dano vira vento É uma avalanche do amanhã Trazendo as contas, as dores, a falta de um plano E quem ainda respira não pode fugir Me chamam pra ajudar, mas quem vai me ouvir? É uma avalanche do amanhã Soterrando o depois que nunca chegava Acordo às três, o coração quer gritar Será que há tempo pra recomeçar? Você sente o mundo quebrar Nos olhos cansados de quem só insiste Uma tarefa que não sei como acabar E uma voz sussurrando que ainda resiste Bem que eu queria deitar e dormir Mas a tempestade não cessa o seu golpe As escolhas do mundo pedem o meu agir E eu sou só alguém segurando um holofote Mas quem é que aguenta Ser força e abrigo sem chão pra pisar? Enquanto o caos lamenta E o amanhã não quer esperar É uma avalanche do amanhã Trazendo as contas, as dores, a falta de um plano E quem ainda respira não pode fugir Me chamam pra ajudar, mas quem vai me ouvir? É uma avalanche do amanhã Soterrando o depois que nunca chegava Acordo às três, o coração quer gritar Será que há tempo pra recomeçar? Cada lágrima que cai carrega escolhas Cada grito rouco se perde na noite Mas se a estrada é feita de perdas e folhas Quem somos nós, senão quem ainda colhe? É uma avalanche do amanhã Mas talvez a gente precise cair Pra despertar o que ainda está vivo E aprender o que é reconstruir É uma avalanche do amanhã Mas se a gente se segurar no olhar Quem sabe sobra espaço no tempo De aprender a revivenciar É uma avalanche do amanhã É uma avalanche do amanhã