Nasceu como árvore em chão fértil Com galhos que alcançaram o céu Criou ninho pra tantos pássaros Protegeu seus frutos sob o véu Mas o tempo chegou sutil Pesando nos ramos que já curvou As folhas antes tão vibrantes Pedem sossego ao entardecer do amor Ventos que sopram, pra onde irão? Levaram seu lar, roubaram o seu chão Mas as raízes, firmes, resistem Em cada coração, elas ainda existem Não deixem que os ventos as soltem do lar Deixem ela descansar onde aprendeu a amar Na casa onde mora ela plantou sonhos Cada pedra carrega uma lembrança É ali que o Sol sempre a despertou E que as estrelas guardavam esperança Agora os galhos só querem abrigo O chão que conhece, a sombra que fez Mas os ventos brigam entre razões Enquanto as folhas caem pela vez Ventos que sopram, pra onde irão? Levaram seu lar, roubaram o seu chão Mas as raízes, firmes, resistem Em cada coração, elas ainda existem Não deixem que os ventos as soltem do lar Deixem ela descansar onde aprendeu a amar Ouçam o sussurro que vem da raiz Ela só deseja o toque da paz Não desfaçam as histórias que ela construiu Deixem ela florescer no tempo que restar Ventos que sopram, por favor, parem Deixem-na em terra, onde ela sabe quem é E em nossos corações, uma promessa Honraremos sua calma até que a tempestade cesse