Eu dou voz a história de um povo Que se perdeu entre os trabalhadores do oceano Mar revolto faz seus moradores balançar Seguem a Lua e repousam sob o céu estrelado Que desafiam a estabilidade de seus pés No mar não ha tropeços Atalhos são perigosos Não ha espaço para trapaças Os desatentos não sobrevivem Amarre e desamarre as suas velas com sabedoria Firme-se, segure se com força e navegue em si mesmo Salve os trabalhadores de Iemanjá Salve o povo do mar No mar ee no mar No mar de marinheiro tem luar Do mar ee do mar Vem energia pra marinheiro trabalhar Usou cachaça pra curar minhas feridas Cicatrizes de ida e voltas desta vida É com o rum que ajuda no equilíbrio Das andanças neste caminho sem chão Marinheiro não é bebum sem rumo Que anda caindo indo sem saber a direção No mar ee no mar No mar de marinheiro tem luar Do mar ee do mar Vem energia pra marinheiro trabalhar Faço um pedido, filho de Oya Mas do horizonte quem ouviu foi Iemanjá Se é merecido e te traz evolução É marinheiro que te mostra a direção Nos meus caminhos peço Ogun a proteção Mas sem temer, pois marinheiro não erra não! Nas praias de Nazaré Contam histórias de um marujo e sua fé Na terra mal, pois os pés Viveu sua vida no oceano entre as marés No mar ee no mar No mar de marinheiro tem luar Do mar ee do mar Vem energia pra marinheiro trabalhar