Me lembro da minha Ceilândia Do skate park, da vida acesa, pulsando sem falha Os mano no grafite fazendo o muro falar E eu no meu silêncio só tentando me encontrar No banco eu firmava meus sonhos no papel Rimando minhas vivências debaixo do mesmo céu A galera dropava sem medo da queda E eu buscava em Deus a força que sempre me resta O Espírito Santo soprava leve na minha mão Guiando cada verso, cada rima, como Poesia na canção E no barulho da rua eu achava direção Transformando dor em arte, fazendo melodia Skate riscando o chão Eles na sua visão Eu escrevendo meu destino Na luz da inspiração Porque ali, onde o asfalto encontra a fé Eu aprendi que a vida é mais do que se vê Entre os afazeres, a rua e a multidão Deus fez da minha composição uma oração Porque ali, onde o asfalto encontra a fé Eu aprendi que a vida é mais do que se vê Entre os afazeres, a rua e a multidão Deus fez da minha composição uma oração Eu entendi que minha missão sempre foi rimar com talento Entre o barulho das rodas e a tinta no ar Deus mostrava que era ali que Ele queria me usar Cada verso que eu solto carrega a quebrada Carrega minha história, minha fé bem firmada Enquanto os meninos aprendem a dropar sem medo Eu aprendo com a vida que fé é degrau por inteiro O grafite no muro pregando uma cultura O skate no chão desenhando a rua Eu com meu caderno registrando a trilha, do filme da minha vida Levando luz no meio da ilusão eu vivendo como um sonhador Com os pés no chão Nos sonhos do meu coração Porque ali, onde o asfalto encontra a fé Eu aprendi que a vida é mais do que se vê Entre os afazeres, a rua e a multidão Deus fez da minha composição uma oração Porque ali, onde o asfalto encontra a fé Eu aprendi que a vida é mais do que se vê Entre os afazeres, a rua e a multidão Deus fez da minha composição uma oração