A fábula aconteceu em uma noite nua Despida de estrelas, coberta por crendices À noite em que um homem tolo amou a Lua Amantes do impensável derrotaram a tolice Por toda a floresta refletia seu luar A sua imponência conquistava quem olhasse E o homem se mutava a ponto de uivar Deixou que a insanidade obscura o dominasse Apenas um humano que a ausência transformou Deixou sua família porque algo o atraía Em uma matilha semelhança encontrou Sabia que um porém vivamente o conduzia Nunca outro alguém ousou o contestar Deixou a selva rude, nomeada de urbana Aquilo nunca mais seria o seu lar E não se contentou, nem com uma cabana Integrou-se ao mato, que lhe fazia bem E esqueceu de fato que um dia fora homem Tudo pela sua Idolatrada Lua Que não o abandonara na dura solidão Ela o visitava sempre que podia E ele aguardava com muita excitação Uma vez por mês, bem longe da aldeia No meio da floresta ele amava a Lua cheia Esta é a fábula de uma noite nua A fábula do lobo, a fábula da Lua Esta é a fábula de uma noite nua A fábula do lobo que amou a Lua