Fechei um fumo crioulo Na palha buena apartada Apura o trote o gateado Na volta da campereada Vem com ganas de potreiro De se bolcar pelo chão E quase que a noite nos pega Lidando nesse rincão Hoje encilhamos mais cedo Na estreleira madrugada Clareava o campo lindeiro Aonde a cerca deitava Tudo em dia as reculuta Recorrida de alambrado Foi revisado um rebanho E dois rodeio parado Floreios num assobio Para encurtar as distâncias Pingos atirando o freio Nesse retorno pra estância Rangindo basto e carona Fiz esse verso à cavalo Rimando a lida de campo Aonde vivo o que falo Na flor de tarde que vinha Num atropelo bagual Um touro firmava a trança Berrando no pajonal Rebentador de porteira Por pavena acalambrado Prevendo a lida pra diante Vinha poupando o gateado Já pintou o carrapato Na invernada do branquilho Na cruzada olhei as Égua Que vão derrubar potrilho Por diante a muda da encilha Renivaram a cavalhada Chegando grita o caseiro Deixa as do leite encerrada Floreios num assobio Para encurtar as distâncias Pingos atirando o freio Nesse retorno pra estância Rangido, basto e carona Fiz esse verso à cavalo Rimando a lida de campo Aonde vivo o que falo Floreios num assobio Para encurtar as distâncias Pingos atirando o freio Nesse retorno pra estância Rangindo basto e carona Fiz esse verso à cavalo Rimando a lida de campo Aonde vivo o que falo