De pé na brasa eu andei Achei que o fogo não ia machucar Senti na pele, queimei Se pá deixei eles me atropelar (Mas nunca mais vai acontecer) Eu tô ligado no valor da minha vida Só que ao contrário do que eles querem pagar Se diz do corre Mentira Eu tava lá filho da puta Me moldando nesse mundo de bosta E se a ferida está exposta Levando o mundo nas minhas costa E se a ferida está exposta Eu sou um vagabundo Artista pobre e encostado Com rabo entre as pernas, contando segundos Tem que viver desesperado Caçando moeda pra ir no mercado Tô sempre fodido, tô desanimado E eu tô cansado desse clichê Morrer é um insulto, acho melhor ir no culto Não focar em ser salvo, se liga no insulto O filho do mundo, viciado Comunista, viado E a liberdade de expressão Mundo do cão A minha ferida está exposta Levando o mundo nas minhas costas Minha ferida está exposta Mundo do cão Eu não aguento mais Resiliente, é o nome do coitado Que acreditou nessa gente Eu tenho medo de morrer desse jeito Só mais um número na estatística de quem perde tudo Com a pressão do mundo Surtou, enlouqueceu e expôs sua dor Em nome do jovem exausto, aquele de quatro pro estado Esperando sentado pra morrer de fome e só talvez Depois de ser julgado e humilhado ele tenha paz Se moldando nesse mundo Se moldando nesse mundo A minha ferida está exposta Levando o mundo nas minhas costas Minha ferida está exposta Levando o mundo nas minhas costas Mundo do cão