Tenho cara de grife, mas o bolso é genérico Olhar de executivo, saldo patético Gosto de Porsche, de arte moderna Mas minha quitinete já virou baderna Só ando alinhado, pareço CEO Mas o limite do cartão já me abandonou Meu estilo é fino, minha grana é drama Finjo que tô rico, mas a verdade inflama Tenho cara da riqueza, conta da pobreza Pago de bacana, mas vivo na tristeza Swipe pra direita, limite pra esquerda E a fatura me encara com ódio e frieza Tenho cara da riqueza, vida parcelada Sonho com iate, acordo na quebrada Posto na selfie, escondo o miojo Meu luxo é só pose, o resto é despojo Me visto de grife, mas veio da feira A etiqueta é falsa, mas a pose é verdadeira Me chamam de fino, só porque eu engano E meu nome tá gritando no SPC urbano Bebo num copo de acrílico, finjo cristal Compro tudo genérico e posto no story viral No brunch do domingo, a foto é banquete Mas o fogão tá vazio, só sobra o tapete Tenho cara da riqueza, conta da pobreza Pago de bacana, mas vivo na tristeza Swaipe pra direita, limite pra esquerda E a fatura me encara com ódio e frieza Tenho cara da riqueza, vida parcelada Sonho com iate, acordo na quebrada Posto na selfie, escondo o miojo Meu luxo é só pose, o resto é despojo Quem vê o estilo, não vê o corre Quem vê o close, não sabe que sou pobre Na timeline eu sou milionário Na vida real, mal fecho o armário Ei! Ei! Ei! Tenho cara da riqueza! Yeah! Conta da pobreza! Ô dó! Estilo que engana beleza Mas o nome tá na limpeza de crédito!