Há mais na vida do meu coração confessa Mares que cruzamos sem bússola ou pressa Uma odisseia esculpida em promessa Onde o fim é mais um ato desta peça Os dias deslizam, sombras velozes Rostos se apagam, confusas vozes Soldados de chumbo, outro quebra-nozes Mais do mesmo ou metamorfose? Deve haver um porquê nas marés do tempo Um eco esquecido sob o véu da razão O tal sentido da vida seria um norte? Ou somente um sussurro na contramão? Meninos jogam games na sala A minha menina borda verdades na fala E minha mulher chora e não se abala Mas a voz da saudade no seu peito se cala E assim giram os dias, bem lentamente Molduras de vidro, aprisionam a mente Seguros do mundo, atrás de uma lente Serei eu ou serão eles os doentes? Deve haver um porquê nas marés do tempo Um eco esquecido sob o véu da razão O tal sentido da vida seria um norte? Ou somente um sussurro na contramão? Deve haver um porquê nas marés do tempo Um eco esquecido sob o véu da razão O tal sentido da vida seria um norte? Ou somente um sussurro na contramão?