Vejo sombras se erguendo ao longe Colossos de dor, mente vacilante O medo distorce o que posso enxergar Gigantes armados, prontos pra me matar A espada tremendo nas mãos do temor Avanço com medo contra muralhas de dor Confuso, cansado, fecho os meus olhos E mesmo tão perto, não vejo o óbvio O coração dispara, a mente é que cria Ventos e tormentas, em vez de calmaria Mas no calor da batalha, tão distante Percebo, afinal, não havia gigante (não havia gigante) Depois de viver no medo constante Tanto sofri nas mãos do gigante Mas ao chegar no final do caminho Vi que o gigante era só um moinho (era só um moinho) Don quixote, sofreu tanto sozinho E no fim das contas era só um moinho (só um moinho) Não sou mais prisioneiro da ilusão O medo é mais forte na antecipação Agora percebo tantos gigantes criei sozinho E, na verdade, eram só moinhos Quantas chances eu desperdicei? Quantas noites sem sono? Já nem sei Hoje descanso em campos de paz Sereno, ciente de que sou capaz Depois de viver no medo constante Tanto sofri nas mãos do gigante Mas ao chegar no final do caminho Vi que o gigante era só um moinho (era só um moinho) Don quixote, sofreu tanto sozinho E no fim das contas era só um moinho (só um moinho) Seja gigante pra enfrentar Ou moinho pra me alimentar O que vier, o que chegar Eu serei capaz de lidar E se um dia eu me perder em miragens de dor Que o vento me lembre do meu real valor Do meu real valor