ANIMAL

Rafaeu

Composición de: Rafaeu/Caio Vieira Costa Nefussi
Pegamos a coroa
Destruímos a fachada
A chegada já foi boa
A saideira carregada

Bi eu tô chocada
Ela desmaiada
A outra já tá travada
E a boate dominada
Sem boatos tá formada
Bixa preta e favelada
Com as mona tá montada
Humildemente debochada
A Guilla tocou me desnorteou
O beat veio forte
Machado de Xangô
Todo natural
Tu foi desleal
Não vem passar mal
Essa era moral
Eu pontuei no mortal
Meio oriental
Avisei o final
Toma esse golpe estatal
Nada nada legal
Fotoblog banal
King toma, king

Foi excepcional
Eu vim original
Com ref e genial
Tô mandando, vice!
Isso é oficial
E tu vem sempre igual
Quase é cordial
Eu individual
Rimo como animal

Não me vem com auau
Latido que é normal
Tu vem: Shade e grife
Eu venho essencial
Meu grito ancestral
Anti-neoliberal
Sobe a laringe
Vira audiovisual
Depois do bananal
Eu plantei o cacau
Eu vejo quem finge
E quem é visceral

Depois do bananal
Eu plantei o cacau
Eu vejo quem finge
E quem é visceral

Rindo pra capital
Chupo os canavial
Sangue de vampiro
Esse é o meu tramal
Veio colonial
Vim cavalo de pau
Puxou o gatilho
Eu fui na diagonal

Escola dominical
Loucura doutrinal
Matando o plural
Não é eventual
Seja firme não mal
Seja livre, imortal
Ser espiritual
Não é horizontal
Prole industrial
Pós moderno imoral
Pega o caderno
Senta lá no quintal
Sente o material
Olha o Sol matinal
Algo mais etéreo
Mirando a global
Tu é cara de pau
Prazer a maioral
Meu flow é eterno
Nada é passional
Se miro no boçal
Te apresento o marçal
Muito desempenho
Sempre descomunal
Me viro pra geral
Mete dança ou é tchau
Vim no meio-fio
Tipo estar e tal
Seu vício atual
Novo kit da baw
Sente o arrepio
É tão sensorial
Eu ouvi o seu uau
Sempre contratual
Mas sem dar um pio
Nessa pá vai ter cal

Nunca nunca normal
Vindo lá do astral
Mas vindo no plural
Com arruda e sal

Não me vem com auau
Latido que é normal
Tu vem: Shade e grife
Eu venho essencial
Meu grito ancestral
Antineoliberal
Sobe a laringe
Vira audiovisual
Depois do bananal
Eu plantei o cacau
Eu vejo quem finge
E quem é visceral

Depois do bananal
Eu plantei o cacau
Eu vejo quem finge
E quem é visceral

(Pororororopompompompom)
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