O céu sempre foi roxo no nosso jardim E você dizia que as flores pareciam sorrir Shinobu se um dia eu não estiver aqui Prometa continuar sorrindo por mim Além das borboletas, o Sol nascia No tempo em que o mundo ainda sorria Menina fraca, mas de olhar calmo Shinobu, você se tornou minha alma Queria te mostrar que o ódio não vive Que o coração sofre, mas sobrevive E entre o céu e a dor, promete-me Que nunca deixaria o amor morrer em mim O céu ardeu, e o cheiro da flor queimou O monstro veio e me levou Shinobu, não chore, só continue O veneno é tua verdade e tua luta Eu te amo, minha irmã Sou o sorriso que você deixou Sou o veneno que o ódio criou Mas entre a raiva e o amor que ficou A minha borboleta, eu não esqueci, você voou Eu caí na sangueira, me tornei o que te vencerá Mas cada passo nessa guerra me leva pra beira Adocei o ódio, virei ciência e fé Sorri pra morte, por que é o que me resta, né? Douma, o teu sorriso me lembra o inferno Frio, falso, e sem humano terno Mas eu carrego a doçura que vi em você, irmã A última chama, pra morrer e vencer Borboletas em chamas, o véu se abre Meu coração, ele que me arde E se a morte for o preço final Que ela me deixe ver teu sorriso imaginal Sou a luz que te guiou Sou a sombra que restitui Ambas: Entre a dor e o amor, fica mos juntas No vento, na flor, na borboleta que continua O véu do céu se abril O vento sussurrou teu nome Irmã, eu cumpri Agora posso dormir