(Hum, hum, hum) Naquela mesa de madeira, copo sujo de café Um sorriso fácil demais, conversa boa até Falou de negócio grande, falou de confiança Disse que palavra de homem não falha, não cansa no fio do bigode Eu acreditei porque aprendi na roça olhar no olho e fechar Mas tem gente que aperta a mão sem peso nenhum E some na poeira antes do sol raiar Refrão Nem todo aperto de mão vale alguma coisa Nem toda a promessa nasce para cumprir Tem gente que fala bonito e carrega mentira No mesmo bolso onde devia ter raiz Nem todo aperto de mão vale alguma coisa Aprendi do jeito mais duro que há Quem não tem honra no peito não sustenta a palavra E cedo ou tarde a conta vem cobrar Vi trato virar fumaça, vi amigo virar estranho da noite para o dia Enquanto eu segurava o que prometi Teve quem correu da própria covardia Aqui a gente fecha negócio com olho, suor, não com papel bonito e conversa fiada Quem vive da terra aprende cedo que palavra quebrada vira estrada errada Nem todo aperto de mão vale alguma coisa Tem mão macia demais para ser de homem Quem não aguenta o peso do que fala não sustenta o nome que tem Nem todo aperto de mão vale alguma coisa Aprendi no erro, mas aprendi Hoje eu olho mais fundo antes de confiar Porque nem todo sorriso é para dividir Se eu perdi dinheiro, eu recupero, se perdi tempo, isso dói mais Mas perder respeito por causa de gente falsa, isso eu não aceito nunca mais Hoje eu ando só, mas ando firme, com pouca conversa e passo certo Quem quer negócio comigo sabe aqui a palavra vale mais que contrato aberto Nem todo aperto de mão vale alguma coisa Mas a minha ainda vale sim Porque o que eu falo eu sustento Mesmo quando o mundo cai em cima de mim Nem todo aperto de mão vale alguma coisa E a vida me ensinou sem dó Quem não honra o que promete, morre pobre e só