Você consegue me ouvir Ou só reage ao mundo lá fora? Eu grito baixo dentro de você faz tempo Mas teu barulho interno Nunca deixa eu entrar no pensamento Te mostro sinais, intuição, sentimento Mas cê chama de loucura E ignora o que eu tô dizendo Eu sou teu silêncio quando tudo desmorona Sou teu peso no peito quando a escolha não é boa Sou o arrepio antes de errar de novo Mas cê vive no automático E chama isso de normal, de novo Calma, eu só tô tentando sobreviver Tem conta, tem gente, tem pressão pra resolver Não dá pra ouvir tudo que vem de dentro Se eu parar pra sentir, eu travo, eu não aguento Cê fala de alma, mas eu vivo no agora Se eu desligo o controle, a vida me engole lá fora Eu penso, calculo, evito dor Mas no fundo eu sei Que eu me afastei de quem eu sou Tudo que você foge, eu guardo Tudo que você cala, eu falo no sonho Te prendo em padrão que você nem percebe Te faço repetir o que te destrói aos poucos Eu tô tentando te mostrar quem você é Mas cê tá longe demais pra perceber Entre o impulso e a razão, cê se perdeu E esqueceu de ouvir, o próprio eu Teu corpo vive, mas tua alma pede paz Teu cérebro corre, mas não olha pra trás No pêndulo da vida cê não se equilibrou E esqueceu de sentir, o próprio eu Eu só respondo ao que você alimenta Vício, rotina, fuga, isso me orienta Se você não para, eu também não paro Piloto automático virou meu estado raro Eu sinto tua ansiedade na respiração Tua insônia, tua dúvida, tua indecisão Você não escuta, mas eu grito em dor Em cada sintoma, sou reflexo do teu interior Eu sou mais fundo, você nem me conhece Traumas esquecidos que tua mente não confessa Cê construiu um eu pra se proteger Mas esse personagem não deixa você viver Teu ego te prende numa falsa identidade Você quer controle, mas perdeu a verdade Energia bagunçada, vibração em queda Cê busca equilíbrio, mas vive em guerra interna Para, respira, sente Você não é só o que pensa Nem só o que faz Você é o que observa tudo isso Eu tô tentando te mostrar quem você é Mas cê tá longe demais pra perceber Entre o impulso e a razão, cê se perdeu E esqueceu de ouvir, o próprio eu No pêndulo da vida tenta equilibrar Nem só razão, nem só sentir, é alinhar Quando mente, corpo e alma se encontrou Você finalmente ouviu, o próprio eu