O que é o fim? O que é o começo? Será que os meus fins são o meu recomeço? Eu penso tanto em mim, mas já nem me conheço O tempo vai passando enquanto eu nem percebo E o tempo passou e hoje eu não me reconheço Vejo outros olhos quando me olho no espelho Cada minuto que passa pra mim é um ano inteiro Acho que eu tô cansado de tentar ser eu mesmo Será que se eu falasse sobre mim teria o mesmo peso? Ainda me ouviriam tendo o pensamento preso? Me arriscaria a me expor e querer sair ileso Sou ser humano, erro, falho, eu não sou perfeito Esse ambiente tão hostil ainda nos causa medo Por que é tão difícil apenas tentar ser eu mesmo? Acho que a comparação é o vilão do enredo Ninguém tem coragem de vir e contar seus segredos Já conquistei coisas de mais e sim, eu agraçado Mas quando entro no meu quarto, penso se eu mereço? Eu me questiono e duvido muito de mim mesmo Mesmo lendo elogios quase o tempo inteiro Eu só queria que soubessem que eu não sou perfeito Só não queria que dissessem que eu não levo jeito Eu me arrisco, eu me supero em um caminho estreito Lutando contra minha mente, só pra dizer o que eu sinto Aqui dentro do meu peito Se eu quero que gostem de mim, por que eu vou inventar algo? Vou cantar sobre minha alma, mesmo que não aumente meu saldo Não quero ser protagonista em uma cena refém de aplausos Não quero sua aprovação, quero que meu som seja como um abraço Apertado, tô errado? Em querer ser mais ámavel? Tô errado em mostrar um lado interno vulnerável? Tão acostumados com a perfeição Em um mundo imperfeito E essa fixação é o que faz mal Nessa ficção tão anormal É uma fricção que desgasta e mata O que nós enxergamos real O que você ganha dizendo pros outros Que é o cara, que é o tal? Você acha mesmo que gostam de tu Por essa visão tão irreal? Eu peço perdão pela sinceridade Eu só falo o que eu sinto Tinham que valorizar a verdade Não continuar reprimindo Busquem vivências reais O mundo lá fora é tão bonito Podem tentar colocar pontos finais Eu vou continuar seguindo O único que pode definir onde a minha história acaba sou eu Mesmo o mundo dizendo que não vale a pena e que a arte morreu Não são vocês que definem os pontos finais Eu transformo eles em vírgulas Se a arte morreu hoje, eu trago ela de volta a vida Quantas vezes me encontrei em um beco sem saída? Quantas vezes me perguntei se era o que eu queria? Até hoje eu não sei se é o que eu queria Mas era o que eu precisava pra salvar outras vidas Queria pedir desculpas pelo desabafo É que, sei lá, me sinto cansado Eu não se eu falo mais ou fico calado Minha mente prega praças, me sinto em um teatro Por que tratamos finais como algo mal? E não histórias reais como algo mágico? O egoísmo é como um ácido letal Corrói a alma e te deixa em estago trágico Esse não é o ponto final, é muito além disso O que julgam o final é apenas o início Se eu precisar recomeçar, eu assumo o risco Já tentei isso tantas vezes, acho que é meu vício Se esconder por trás de filtros, tô cansado disso Eu sinto que ser alguém real é o meu compromisso Se eu fingir ser quem não sou tem algo errado comigo Vou ser eu mesmo até o fim, espero contar contigo