Quando o mundo vira ao contrário As máscaras de cada um passam a enxergar Por conta própria de ser mal ou bem Incerto em lugar Um relógio, um frenesi e um sorriso imundo Memórias se perdendo, dissolvidas no mundo Desejando pôr as mãos em algo que hoje é tudo A morte em um plano, demônios, que jogos sujos Fragmentos, destruição da história que eu vivi E olhando pra mim Um labirinto, onde eu me perdi E sobre a morte dos que se calaram? E sobre o céu hoje ser menos azul? Resistindo em meio a agonia Sangue escorrendo e levando quem amo E eu sei Abraçar as sombras Parece ser a solução Eu vejo um clarão Visando respostas que me levam Pra contramão Mas como, se eu já não sei quem eu sou Mas perseguido pelas sombras de um corpo vago, me Me perdendo mais, me esquecendo mais E cercado de mentiras que eu mesmo forjei Falhas, farsas Olhando como se eu fosse réu Impróprio pro céu Marcas, máscaras Sacrificando o que há nesse véu Levando o que seria meu E o final do labirinto não parece ser a solução Se o centro me chamar, eu vou Eu vou, eu vou, eu vou, eu vou Me esquecer nessa agonia, pra no final, abandonar quem sou Buscando um farol pra me responder Uma verdade que eu tive que esquecer Onde eu me perco, não há Flores que prosperem em um jardim sem Sol Diz pra mim, meu farol, que não dá Pra esperar um mundo em que eu não tenha que usar a máscara Devore minha alma Leve com você, pra longe, meus traumas Leve com as memórias de quem um dia, eu já fingi ser Ó minha flor, acho que eu mereço me perder Não há Flores que prosperem em um jardim sem Sol Diz pra mim, meu farol, que não dá Pra esperar um mundo em que eu não tenha que usar a máscara Devore minha alma Leve com você as minhas lágrimas E com as mentiras e os escombros de quem eu finjo ser Ó minha flor, por favor, não deixe eu me perder Então, que abra tuas asas e voe Que sejas imune ao inferno que nos trouxe Farto pra se enxergar E no sorriso, às vezes é onde o demo se esconde E por que não devemos ser a ponte? Eu mesmo definir qual caminho será o fronte? E pra que houvesse luz no horizonte O mal que é traiçoeiro finge dar pra nós um norte Se você entrou em um labirinto Eu pareço achar a solução Me entregar ao infinito, eu vou Eu vou, eu vou, eu vou, eu vou Me entregar pra essa agonia Pois, no final, já nem sei quem sou Já que meu farol não vai me responder Sobre a verdade que eu finjo não saber Onde eu me perco, não há Flores que prosperem em um jardim sem Sol Diz pra mim, meu farol, que não dá Pra esperar um mundo em que eu não tenha que usar a máscara Devore minha alma Leve com você, pra longe, meus traumas Leve com as memórias de quem um dia, eu já fingi ser Ó minha flor, acho que eu mereço me perder Não há Flores que prosperem em um jardim sem Sol Diz pra mim, meu farol, que não dá Pra esperar um mundo em que eu não tenha que usar a máscara Devore minha alma Leve com você as minhas lágrimas E com as mentiras e os escombros de quem eu finjo ser Ó minha flor, por favor, não deixe eu me perder