Quimbombo, Quissangua Hoje é dia de beber Desse amor Luanda Por Mandela florescer Reluzir, revoltar, retomar a luz, eh Gengibre e cola Brinde à paz e ao prazer Se o Afofier já não pára o seu canto E de Capulanas as mulheres se vão, se vão Chama a quitandeira, prepara o seu santo Que hoje a Cangala não tende ao fim, não Quitoto, distinta, quem irá oferecer Quimbombo, Quissangua Agogô, maculê Oca-ogô, Zumbi, ah Gandhi, Marley, Toschi, ê Olorum, Alabá Fanti-Aschanti, Abaluê Toma do licor, maluuo de palmeira Cerveja do lar, hidromel e fungi, fungi Se eu me embriago dessa matebeira Jamais da cangala pretendo sair E as mulheres cantam, encantam Enquanto o negro prepara a bebida e faz a oferta Aos deuses, aos homens, a todos os santos Enquanto embriago de luz minha alma