Poeira sobe do chão rachado Dedos tocam o arame Sombra alongada encontra espinhos Memória guarda o que não passou Não é grito, é o som do silêncio Teu peso toca o que me envolve Gota a gota, a vida encontra seu jeito Raiz encontra o espaço Eu vivo no que resta Vento carrega cheiro de lenha Passos ecoam na ladeira Mão invisível desata o nó E o silêncio engole o som No miolo da pedra, pulsa um veio Fumaça sobe, desenha o caminho