Senhor, venho em oração, de joelhos no chão Te pedir perdão, quebrado em confissão Sei que não mereço, sou falho, sou pecador Mesmo assim Te busco, preciso do Teu amor Vivo nas trevas, a carne tenta vencer É uma guerra diária pra não me perder Todo dia eu caio, todo dia é igual Mas no fundo da alma eu sei: Teu amor é real Vivo em agonia, a dúvida invade o coração Será que Deus me vê em meio à escuridão? Será que ainda me chama de filho? Ou já fui rejeitado? Choro em silêncio, ninguém consegue ouvir A fé enfraquece, mas eu não quero desistir Entre culpa e medo eu tento permanecer Só a Tua graça pode me sustentar e erguer A religião me feriu, me fez sangrar Muitos como eu se afastaram de Te buscar Regras sem amor, julgamentos sem perdão Empurraram vidas pra longe da salvação Me chama de volta, me puxa pela mão Não me larga preso à minha condição Se ainda há esperança pra um coração assim Então faz morada, Deus, dentro de mim Mesmo fraco eu clamo, mesmo sujo eu vou Porque onde abundou o pecado, a graça reinou Se o mundo me rejeita, eu corro pra Ti Pois sei que a cruz ainda tem lugar pra mim Me chama de volta, me puxa pela mão Não me larga preso à minha condição Se ainda há esperança pra um coração assim Então faz morada, Deus, dentro de mim