Apaguei
Seu nome da nossa conversa
Antes que
Virasse print de dor confessa
Fiz silêncio
Pra caber no teu espaço
E tentei sair antes do estilhaço
Mas mesmo assim doeu
Esperei com medo de fazer barulho
Aceitei migalhas achando que era afeto
Chamei de casa o teu improviso
E fiz morada num teto incerto
Mas não deu
E quando caiu o pano da cena
Era eu, de pé, aplaudindo a pena
Você sabia fazer tudo parecer
Mas nunca soube me escolher
Não era amor, mas parecia
Tinha toque, tinha voz, não tinha dia
E quando eu mais precisava de abrigo
Você sumia, e quando voltava sorria
E eu agora também disfarço com riso e rotina
Mas tem coisa que o tempo não ensina
Como fingir que não doeu
Quando quem foi embora, fui eu
Já tentei
Me perder em outros planos
Rir entre os meus próprios enganos
Mas a dor moldou a força que me criou
E ninguém decifra o que você deixou
Mesmo no erro, parecia certo
E o que restou, o vento não levou
Fiz promessas pra não precisar lutar
Mas quando vejo as estrelas
Lembro de muitas noites com você
Trazendo do que eu tentei enterrar
E eu tento buscar em outros corpos um abrigo
Mas só acho o eco do antigo
O sabor amargo do perigo
Daquilo que não era meu
E quando caiu o pano da cena
Era eu, de pé, aplaudindo a pena
Você sabia fazer tudo parecer
Mas nunca soube me escolher
Não era amor, mas parecia
Tinha toque, tinha voz, não tinha dia
E quando eu mais precisava de abrigo
Você sumia, e quando voltava sorria
E eu agora também disfarço com riso e rotina
Mas tem coisa que o tempo não ensina
Como fingir que não doeu
Quando quem foi embora, fui eu
Se um dia você bater na porta, não estranha
Se a luz estiver acesa, mas ninguém abrir
É que eu troquei a fechadura do peito
E quem tentar voltar, não vai conseguir
Não era amor, mas parecia
Tinha toque, tinha voz, não tinha dia
E quando eu mais precisava de abrigo
Você sumia, ah, e depois sorria
E eu agora também disfarço com riso e rotina
Mas tem coisa que o tempo não ensina
Como fingir que não doeu
Quando quem foi embora, fui eu