Pedras no caminho, eu chuto e mudo a direção Despir sentimento Sem medo de sentir no coração Embalado em desejos, bem à frente um aviso Ouço se o conselho é bom, eu guardo aqui dentro Compartilho sempre com os meus irmãos Desembalo em segredo Esperança corre no peito que sonha Triste, embalado, conflito que jeito? O momento pulsa acelerado É bem de verdade o que existe aqui dentro Você não entende o que passa O sorriso gruda, tentei, não desprendo O presente cola no arrasto passado É bem de verdade, gata, que eu te quero Cola na minha, se quer rolê Cachoeira aia, quem sabe tá amar? E nós sempre cede, vem na minha Se quer rolê, beira-mar Divide o passo ao caminhar Meus olhos prende, vem na minha Se quer rolê, cachoeira aia Quem sabe a gente tá pra amar? E nós sempre cede, vem na minha Se quer rolê, beira-mar Divide o passo ao caminhar Volta disposta pra viver, quem sabe vai ficar mais Entendo os medos, é ruim, mas cola No barco cai pra ver, e se satisfazer, vai Descrevo, tu raspa o universo sempre E nos papo reto, cê não sai da mente mais Tentando tudo pra saber se é bom Migalha de pão já vi perto e eu não mereço, não quero Verdade vida dolorida, mas quero você, não nego sabe? Sabe do lado de cá? Sem saber se vai rolar Quanto eu entrego de mim? Assim Quantas vezes eu disse sim pra ti? Correndo sem sair do lugar, remando até o braço cansar Contra a correnteza, a certeza de onde a gente vai parar Rola na minha, assim que é o rolê Cachoeira aia, quem sabe tá pra amar? A gente sempre cede, vem na minha Se quer rolê, beira-mar Divide o passo ao caminhar Meus olhos prende na minha Se quer rolê, beira-mar