Talvez quando a gente se cruzar Eu nem saiba como te chamar Você com outro jeito de andar E eu tentando não demonstrar Uma conversa curta demais E aí, como é que você tá? Eu digo tudo bem, normal Mas você sabe que não tá Seu sorriso já não me chama Meu nome não te assusta mais O tempo muda a paisagem Mas deixa marcas iguais O que a gente vira depois do fim? Um quase alguém na multidão Dói lembrar da gente assim Do amor virando lembrança na mão Eu sigo, você também Mas confessa, vai Dá um aperto quando lembra da gente, vai Eu ainda sei seu café favorito Você nem lembra do meu Mudei o caminho da rua Só pra não cruzar com você O mundo girou rápido demais Não deu tempo de avisar Que a gente foi se perdendo Sem nunca saber quando parar Seu olhar agora é mais calmo O meu ainda quer correr Você aprendeu a ficar E eu ainda a te perder O que a gente vira depois do fim? Dois estranhos com história Dói lembrar da gente assim Do auge virando memória Eu sigo, você também Mas diz pra mim Não dói um pouco quando lembra assim? Se eu te abraçar por engano Promete não se assustar Tem sentimentos antigos Que acordam só de passar O que a gente vira depois do fim? Um nome preso no coração Eu finjo que tô melhor sem você Mas finjo mal, confissão Eu sigo, você também Mas enfim Tem coisas que só o tempo não dá fim Talvez quando a gente se cruzar Eu já não seja o mesmo rapaz