A minha aldeia tem a força sagrada O poder da amazona guardiã Na Dragões toda mulher é icamiaba A resistência das herdeiras de Tupã Ao som do tambor, Iara a cantar Sua voz ecoou, pro ritual começar Num reino de mistério e beleza Paraíso que encontra a natureza Nos segredos d’nhamundá Quem guarda o arco e flecha em sua taba É guerreira icamiaba, nascida pra lutar Vibram maracás Desabrocha a primavera em flor Dançam xamãs e ancestrais Onde o sagrado é um laço de amor Clareia jaci, clareia Clareia o luar de prata Brilham esmeraldas e muiraquitãs Jamais esquecemos a alma da mata Guaraci ilumina o céu de dourado Quando a maldade destemida Enfrenta a Amazônia sentinela O sangue derramado não apaga a bravura Se a terra tem um dono mesmo sem a escritura E o brado que nos guia preza pela liberdade No legado da floresta vive a nossa identidade Êaêaê êaêa chegou a hora de unir e preservar Êaêaê êaêa a Amazônia nunca desistirá