Meu Amapá de gente guerreira Embala o Turé da Estação Primeira Sacaca me guia floresta adentro Do Norte, o orgulho desse povo preto Ao som do maracá e caxixi As águas a fluir eu vou! Viajo para saudar o curandeiro Xamã Babalaô! Do Morro de Mangueira ao Uaçá Vi as palafitas, crenças e ritos De um povo com coragem pra lutar E um axé que ultrapassa o infinito Preto Velho ensinou A cura da dor: Garrafada Saravá, meu senhor Que guia o Doutor das Matas É rio acima, é Marabaixo Onde a Favela se pinta de urucum As saias rodam vivas no Sairé É a força da mulher Tucuju Os rios se confundem com vielas Poesias surgem dessa união Minha Mangueira de cunani e tambor Revive as folhas secas Resiste a Amazônia Preta