Alupo Bará, mojubá Vem reinar na passarela Coroar nossa Portela No xirê do meu batuque Negrinho do pastoreio, tua vela é o farol Tua ronda são suas lembranças Galopa e mostra o que for encontrar Voltou, trouxe a coroa do príncipe negro Essa luz resgata a memória Que viu no ifá o destino a trilhar Da África, a realeza vem lá do Benin Vento da palha, levantou poeira No terreiro dos pampas, fez raiz O povo preto coroou o rezador Conduzindo ensinamento iorubá Rei das mandingas, ele é Com seus trabalhos, ao luar Consagrado como babalorixá Chega no corpo a luz do orixá, do céu, do mar Renasce o trono negro, reza no congá Temido e respeitado, fez o sonho prosperar Na laia, na cor, pé no chão, Odara vem para ficar! Com a espada de Ogum e Oyá A justiça de Xangô, kaô, kaô Oxum cantou, obá dançou, no axé de otim, Ossain, Odé e Iemanjá Pai xapanã e Ibejís, firmando os orís Fundou batuque na proteção de oxalá No Rio Grande do Sul Espalhou ritual e a fé no embalo do Ilu Bará assentou no mercado Virou ponto de encontro, chave da eternidade Unindo nações para encontrar Ancestrais no toque africano Esse mistério, virou referência Abriu caminho da resistência Hoje a águia voa em céu aberto na avenida Com ritual e oração pra abençoar Salve custódio e o cortejo com respeito Que vem do Sul e faz o povo cantar!