[Enredo: A Nação do Mangue] Lá vem caboclo, herdeiro de Zumbi A nação está aqui Não se curva ao poder Escute, nossa gente vem da lama Resistência que inflama Quando toca o xequerê Casa de gueto! Casa de gueto! Nossa voz que não se cala Batuque sem medo por direito, é o toque das alfaias Eu também sou caranguejo à beira do igarapé Gabiru trabalha cedo, cata o lixo da maré Manamauê maracatu Saluba, ê Nanã Yabá! A vida parecida com as águas Não é doce como o rio Nem salgada feito o mar Manamauê maracatu Saluba, ê Nanã Yabá! A vida parecida com as águas Não é doce como o rio Nem salgada feito o mar A margem já subiu para cidade Entre tronco e cipó, rebeldia dá um nó Pensamento popular Gramacho encontrou Capibaribe Num mundo livre, quero ver você cantar Freire, ensine um país analfabeto Que não entendeu o manifesto Da consciência social Chico, Manguebeat tá na rua Caxias comprou a luta E transforma em carnaval! Respeite os tambores do meu Ilê Respeite a cadência do meu ganzá À frente, o estandarte do meu povo Pra erguer um tempo novo que nos faz acreditar! Eu sou do mangue, filho da periferia Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou Ponta de lança é Daruê Dobra o gonguê, a revolução já começou! Eu sou do mangue, filho da periferia Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou Ponta de lança é Daruê Dobra o gonguê, a revolução já começou! Lá vem caboclo, herdeiro de Zumbi A nação está aqui Não se curva ao poder Escute, nossa gente vem da lama Resistência que inflama Quando toca o xequerê Casa de gueto! Casa de gueto! Nossa voz que não se cala Batuque sem medo por direito, é o toque das alfaias Eu também sou caranguejo à beira do igarapé Gabiru trabalha cedo, cata o lixo da maré Manamauê maracatu Saluba, ê Nanã Yabá! A vida parecida com as águas Não é doce como o rio Nem salgada feito o mar Manamauê maracatu Saluba, ê Nanã Yabá! A vida parecida com as águas Não é doce como o rio Nem salgada feito o mar A margem já subiu para cidade Entre tronco e cipó, rebeldia dá um nó Pensamento popular Gramacho encontrou Capibaribe Num mundo livre, quero ver você cantar Freire, ensine um país analfabeto Que não entendeu o manifesto Da consciência social Chico, Manguebeat tá na rua Caxias comprou a luta E transforma em carnaval! Respeite os tambores do meu Ilê Respeite a cadência do meu ganzá À frente, o estandarte do meu povo Pra erguer um tempo novo que nos faz acreditar! Eu sou do mangue, filho da periferia Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou Ponta de lança é Daruê Dobra o gonguê, a revolução já começou! Eu sou do mangue, filho da periferia Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou Ponta de lança é Daruê Dobra o gonguê, a revolução já começou!