Não duvido ao pé do ouvido Por mais descabido que seja o ardor Doído é qualquer verso dito Por puro capricho seja ele qual for Se ao passo do meu descompasso Não passo de um laço pro teu dissabor Refaço de todo o cansaço Te prendo ao regaço do nosso amor A noite não coube em olvido Me dei ao ofício, entregue ao torpor Sabendo ser parte de um rito Dentro do conflito de ter teu favor O acaso me fez em pedaços Não sei o que faço com esse rancor Mas quero, de novo, em teus braços Acordar contigo seja onde for Suado, afagado, cansado Olhar marejado te causo rubor Abraço de amor doado Me faz teu useiro de inteiro teor Cativo, abatido, caído Sou lasso vencido por esse labor Cioso, fogoso, gostoso Todo mavioso de pele e de dor