Todo o poder À tua inebriante negritude Altiva e tão vibrante inquietude E essa tua ginga de encantar Todo o teu ser Atua, se provoca ilicitude Acende em mim volúpia que denude Desejo intenso ao te ver dançar Emudecer Parece desatino que, amiúde No teu colo, destino em lassitude Que faz meu cerne, inteiro, arrepiar Enternecer Na negra pele da vicissitude Untuosa lasciva juventude Do delta do teu corpo a exuberar Pago pra ver O teu bailar com graça e atitude Teu rebolar que pede servitude Malícia que me leva a te buscar Pra me perder Com gosto, vício, alma e despitude Voracidade, calma e prontitude Até que a força se faça esgotar