Se te abrisse a porta da minha cabeça Pegavas-me ao colo como uma criança Sinto que não há amor que eu mereça E sentir muito, sentir tudo cansa O corpo que eu rejeito Amor violento que eu aceito e justifico Nasci com um peso no peito Que um dia hei-de levantar Por enquanto sobrevivo Canto, canto, canto Pra calar o ruído ou só pra existir Canto, canto, canto, canto Canções repetidas, pra conseguir dormir Canto, canto, canto, canto Até sentir que a voz me sai da pele eu Canto, canto, canto, canto Não quero calar o silêncio, vou dançar com еle Queres tu quе seja uma, eu sou muitas Dizes não ter sentido nenhum mas Toda a mulher é mil mulheres Que se erguem e se vingam de homens como tu Que não se tratam, não se curam Uns que batem e desculpam cobardia com amor Deixam marcas tão profundas que as palavras saem mudas Guardo-as, digo que é melhor Canto, canto, canto Pra calar o ruído ou só pra existir Canto, canto, canto, canto Canções repetidas, pra conseguir dormir Canto, canto, canto, canto Até sentir que a voz me sai da pele eu Canto, canto, canto, canto Não quero calar o silêncio, vou dançar com ele Canto, canto, canto Pra calar o ruído ou só pra existir Canto, canto, canto, canto Canções repetidas, pra conseguir dormir Canto, canto, canto, canto Até sentir que a voz me sai da pele eu Canto, canto, canto, canto Não quero calar o silêncio, vou dançar com ele