Tudo que eu vejo através da janela Não me deslumbra mais, não me deslumbra mais São tantas vidas chorando por vida Será que sou capaz? Será que sou capaz? Ter esperança não tem mais valor Eu sei que ainda sinto a mesma dor Meu grito de medo não vai ecoar Eu tenho que me controlar Eu tenho a calma da vitória que me espera É o que me deixa tranquilo, meio que fora dessa Peço licença para entrar, se liga, eu tô chegando Não tenho pressa, tô devagar, quase parando É nesse corre-corre que muita gente se perde E depois se pergunta: Por que isso acontece? Existem coisas que não tem como mudar Não adianta, tem que saber levar Mas alguns não conseguem suportar Mas alguns não conseguem suportar Chega devagar e não inventa moda E, se o bicho pegar, vacilão, segura a onda Chega devagar e não inventa moda E, se o bicho pegar, segura a onda Chega devagar e não inventa moda E, se a chapa esquentar, segura a onda Chega devagar e não inventa moda Então segura a onda Eu me espremo no quadrado Pra falar do que eu falo Por isso eu não me calo, por isso eu não me calo Tudo lá fora tenta me deixar acuado Por isso que eu não paro, por isso que eu não paro As condições atuais deixam o homem ser o que é E se manter de pé. Pois é, mané Então não chora, dando uma de vítima Se liga aí, não dá mole na pista Eu tenho a calma da vitória que me espera É o que me deixa tranquilo, meio que fora dessa Ontem rodou mais um, hoje posso ser eu o morto Tem muita gente aí querendo passar o rodo Não sei se ando bolado, se paro ou se corro Não é tempo de caça, mas o bicho anda solto Existem coisas que não tem como mudar Não adianta, tem que saber levar Mas alguns não conseguem suportar Mas alguns não conseguem suportar Chega devagar e não inventa moda E, se o bicho pegar, vacilão, segura a onda Chega devagar e não inventa moda E, se o bicho pegar, segura a onda Chega devagar e não inventa moda E, se a chapa esquentar, segura a onda Chega devagar e não inventa moda Então segura a onda