O meu peito era terra de esturrico Onde a felicidade não vingava Eu era um fazendeiro de sonho rico Mas no meu chão o amor nunca brotava Até que você veio como chuva Molhando a sequidão do meu terreiro Fez a tristeza virar uva E a solidão mudar pro cativeiro A gente preparou a terra arada Tirou as pedras da desilusão Plantamos a semente na alvorada Regada com suor e união Agora é tempo de colher o fruto Da safra que a gente cultivou Não tem praga, nem seca, nem luto Que mate a raiz que se firmou O nosso amor é milho de pipoca Explodindo de brancura e de alegria É água de cacimba na paçoca O alimento do meu dia a dia Quem vê a gente hoje assim maduro Não sabe o quanto a gente já suou Mas quem planta com fé, eu asseguro Colhe o dobro do que semeou O nosso armazém tá abarrotado De beijo, de carinho e de prazer Deus abençoou o nosso roçado E a gente só tem que agradecer Agora é tempo de colher o fruto Da safra que a gente cultivou Não tem praga, nem seca, nem luto Que mate a raiz que se firmou O nosso amor é milho de pipoca Explodindo de brancura e de alegria É água de cacimba na paçoca O alimento do meu dia a dia O alimento Do meu dia a dia