Sob o luar
Sentindo cheiro da pólvora
Que antes fora estourar
O que aguarda
Vida tão longa
Que ao partir de um projetil encurta

E o que saiu do lugar?

Tantos destinos moldados
Interrompidos por meu lado
Tão fácil achar engraçado
Contando com o acaso, sou digno
De destruir o mundo

Mesmo que todos esses seus pensamentos
Vejam através de lamentos
Eu não ligo pra isso
Tenho zelo pelo meu trabalho e quero
Continuar destruindo tudo o que é lindo

Pego um cigarro e aprecio o luar
Sangue se espalha com a fumaça no ar
Alma mal passada não incomoda
Só faço rir enquanto outros vão chorar

Em seus olhos vejo o medo instaurar
Vendo os miolos do amigo ao seu lado
Como balões murchos perdem o ar
Eu mesmo farei questão de tirá-lo

Se eu ligasse pra tua carne matava e comia
Mas aqui o que entra em questão é a fonte da vida
Eu quero almas nessa porra, que o mundo se exploda
Mato pra mostrar que a vida é linda

Com minhas botas no chão contemplo a fumaça
Em um cenário daqueles que são de filme de terror
Sinceramente disso eu só consigo achar graça
Porque temem a mim, o monstro que eu sou

São tantos caminhos, em nenhum deles escolhi a luz
A verdade é que eu não ligo mais pra nada
Vivo ecos de mim, não tem vida passada, não tem nada

Farei jus, levando caos por onde noto ofuscar
Querer é uma questão de reparar
Pensar não só atirar

Sob o luar
Sentindo cheiro da pólvora
O que aguarda
Vida tão longa
Que ao partir de um projetil encurta

Tantos destinos moldados
Interrompidos por meu lado
Tão fácil achar engraçado
Contando com o acaso, saiba que

Mesmo que todos esses seus pensamentos
Vejam através de lamentos
Eu não ligo pra isso
Tenho zelo pelo meu trabalho e quero
Continuar destruindo tudo o que é lindo

Pego um cigarro e aprecio o luar
Sangue se espalha com a fumaça no ar
Alma mal passada não incomoda
Só faço rir enquanto outros vão chorar

Em seus olhos vejo o medo instaurar
Vendo os miolos do amigo ao seu lado
Como balões murchos perdem o ar
Eu mesmo farei questão de tirá-lo

Pego um cigarro e aprecio o luar
Sangue se espalha com a fumaça no ar
Alma mal passada não incomoda
Só faço rir enquanto outros vão chorar

Em seus olhos vejo o medo instaurar
Vendo os miolos do amigo ao seu lado
Como balões murchos perdem o ar
Eu mesmo farei questão de tirá-lo
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