Meu amigo imaginário Matou meu amigo real Meu amigo imaginário Disse que me ama Mas odeia se eu for eu mesmo Meu amigo imaginário Disse que devo obedecer Sem questionar Se não Eu queimo Queimo, queimo Eu tenho medo dele Mas ele diz que é perfeito E que não pode parar os homens maus Pois está mais preocupado Com regras que escolheu vigiar Ele disse que a minha única função É povoar e servir Um homem barbudo Que nem lava a própria cueca Ele mandou eu amar Só quem eu não sinto nada Ele matou meu amigo real Porque ele questionou Os humanos que criaram As leis das opressões divinas Dizendo É do jeito que nós queremos Manter o poder O medo do castigo O medo de não ser igual ao escolhido Que eles escolheram O ódio que fabricam com as diferenças Pois padrão gera poder E dinheiro também Meu amigo imaginário Não é mau Os homens maus É que mentem E manipulam a sociedade Em todas as esferas sociais