Eu nasci no sangue chorando Minha mãe aos gritos, o meu rosto virando Não, não olhe! O som da motosserra ecoando E eu fiquei sozinho ouvindo sua voz parando Foi ali que surgiram os gostos estranho? O gosto pela morte e os desejos profanos? Será que ver tudo aquilo em mim foi apagando O meu lado humano? Um policial me encontra na cena e me adota E ele percebe que nem mesmo o tempo mata Esse mal em mim que agora tenta escapar O vazio nos olhos de um psicopata Então fez um código, não tinha escolha Mate quem merece, não boas pessoas Sorria em fotos, reputação boa E tenha toda certeza antes de derramar uma gota Tudo que eles veem é só a face de um bom homem Inofensivo é o que eu quero que pensem Se somarem tudo que sabem mal passa do meu nome E de que eu sou um perito forense A polícia corre atrás de mais um novo assassinato Enquanto eu já sei exatamente quem o cometeu E não pense que é porque eu quero ou vou ajudá-los Eu só faço isso porque esse assassino é meu Das sombras tem algo te observando Sem fazer ruídos, sempre te orbitando O coração dos seus segredos, revirando Parece que você não é nem um pouco santo Com as provas em mãos cumpri os requisitos O abatedouro pronto, o local escolhido Você sente a agulha, o desespero E só então, o sono vindo Você pode achar que ele fez isso pra me proteger E eu não ser preso no fim Mas a verdade é muito mais simples: Ele só quis defender o mundo de mim Esse é o único momento em que eu posso ser quem sou Sem máscaras ou fingimento, o ritual começou Então abra os olhos, envolto em plástico Reconhece os rostos? Encare seus pecados E depois de morto você será desmembrado Em nove pedaços, separados em sacos E direto ao mar você será jogado A fome vai voltar, mas por ora, tô saciado A escuridão invadiu Há um passageiro sombrio Na minha mente me dizendo Pra fazer atos horrendos Sou um homem vazio Um que a luz nunca atingiu Sou a justiça que não veio Quero ver tudo em vermelho Um corte no rosto, que excitação Eu terei você na minha coleção Um golpe bem direto no coração Ver o brilho sumir, da tanta emoção Em meio a demônios que cometem atos infames Residindo escondido no calor de Miami Te salvei por pouco realmente mas não se engane Eu também sou um monstro Um terrível, anjo de sangue Sangue, Sangue, Sangue Nesse mundo não há nada que eu me conecte Se eu sentisse amor, seria pela minha irmã Debbie Ninguém sabe meu segredo desde a morte do Harry Mas ainda o vejo e ouço Bem o que me impede Na polícia me amam e eu sorrio Exímio profissional, e um homem gentil Doakes sabe de algo, ele vê o vazio Mas não pode provar o meu coração frio Mas o que é um homem sem alguém junto? Rita vem quebrada de um passado de abuso O par ideal: Que não pergunta e aceita tudo Tão dependente que seus filhos me têm de escudo Pela cidade, corpos espalhados Em pedaços, mas tem algo de errado Congelados, o sangue foi drenado Polícia horrorizada, eu fascinado Parece até uma obra de arte O assassino do caminhão de gelo Eles veem um caso, eu a mensagem Ele fala comigo, conhece meus medos Eu não tava sozinho no contêiner No sangue comigo havia o meu irmão Quer que eu siga com você em frente? Eu mato qualquer um, mas ela? Ela não E por que essa solidão tanto me atinge? Eu matei meu próprio sangue sem sorrir O mar rejeita o silêncio e cospe tudo à superfície Começa um duelo contra o melhor do FBI A polícia fecha o cerco, passo a passo Enquanto o passado insiste em voltar Harry não caiu com o tempo, ele se matou Pesado pelo monstro que um dia ajudou a criar Pela minha mãe, eu cobro em silêncio Chamas frias que aprendem a queimar Mas se eu não amo, então por que isso pesa? Por que tá parecendo que eu posso me importar? Sempre esteve certo, Doakes, eu nunca fui um bom homem Açougueiro de Bay Harbor, nossa, como eu odeio esse nome O código diz: Não toque em inocentes, mas você viu meu segredo Então só sobra uma regra, a primeira: Não ser pego Maldito vício de querer ser eu mesmo Será que posso viver assim sem medo? Duas vidas e em ambas perfeito De dia o bom pai, de noite o ceifeiro Sozinha na banheira, uma mulher morta Sem pistas, dizem que é aleatória O açougueiro morto, mas o FBI volta Vieram atrás do maior assassino da história Trinity, sempre matando em ciclos de três Eu vejo nele tudo aquilo que eu almejo Dexter, você não tá pensando direito Não, eu quero, eu preciso conhecê-lo Com um nome falso, o monstro chegou Cheguei perto demais e vi quem você é Eu estava errado, você encenou Um rei de fachada, por trás de uma fé Você guia sua casa pelo terror Eu seguro a minha pelo tal amor O espelho que eu vi em você quebrou Maior da história sua história acabou Eu já tenho tudo que pensei querer Seja como for, tudo vai se resolver Eu imaginei ter vencido sem perder Mas quando cheguei em casa então pude ver O meu filho em meio ao sangue chorando Seu olhar sem brilho, Rita morta na banheira O vermelho pelo chão se espalhando A frieza esquenta, o meu peito queima Será que irão surgir gostos estranhos? O gosto pela morte, os desejos profanos? Será que ver tudo aquilo foi apagando? O seu lado humano? Tentei seguir, mas nunca mais fui o mesmo Ser feliz? Já não tenho esse direito Vidas que se foram, avisem a todos Não encontraram o corpo, Dexter Morgan está morto A escuridão invadiu Há um passageiro sombrio Na minha mente me dizendo Pra fazer atos horrendos Sou um homem vazio Um que a luz nunca atingiu Sou a justiça que não veio Quero ver tudo em vermelho Um corte no rosto, que excitação Eu terei você na minha coleção Um golpe bem direto no coração Ver o seu brilho sumir, da tanta emoção Em meio a demônios que cometem atos infames Residindo escondido no calor de Miami Te salvei por pouco realmente mas não se engane Eu também sou um monstro um terrível, anjo de sangue Sangue, sangue, sangue