Caminhamos no verso da página Onde o mundo esquece de ler Tua mão é o ponto de exclamação Que eu não canso de esconder Temos um fuso horário só nosso Um mapa que a gente inventou Onde o norte não é o que eles dizem Mas onde o seu passo parou É que o brilho da gente incomoda a retina De quem só conhece o preto e o branco A gente se encontra na curva da esquina No silêncio que diz tanto É um amor de espelho, de igual pra igual Um reflexo que foge do eixo normal Não precisa de nome, nem de explicação Deixa o mundo girar do lado de lá Que a nossa verdade ninguém vai tocar Dois rios que correm pro mesmo destino Sem pressa Que os olhos não podem julgar Se perguntarem da nossa frequência Diga que é rádio de onda curta Só quem sintoniza na mesma essência Entende o que a gente desfruta Não é falta de luz, é excesso de cor Que eles não conseguem traduzir A gente se guarda em uma nebulosa Onde o medo não pode ir Onde o medo não pode ir É um amor de espelho, de igual pra igual Um reflexo que foge do eixo normal Não precisa de nome, nem de explicação