(Minha) (Minha) Minha maloka A mais linda desse mundo Ofereço aos vagabundos Que não tem onde dormir Eu arranjei o meu dinheiro Trampando o ano inteiro Com as maquinas! Na oficina e de casa em casa Ergam-se os punhos cerrados Mais do que as taças Como: Ponta de lança Meu ponto é o canto das três raças Exportação do samba vem de África Na roda de bamba Batizado Então aqui é a nossa casa Me disseram que sem planta não se pode construir Mas e a colonização? Só eles pode invadir? Trancado no cativeiro Eu bati o tambor aqui Na roda de capoeira Faz a poeira subir Recito um samba Cartilha de malandro pra instruir Carta na manga Minha maloka não vai se destruir Minha maloka A mais linda desse mundo (Eu) ofereço aos vagabundos Que não tem onde dormir Oh! Original abrigo de vagabundo Nós é amante da rua Se o dia tá cinza eu me jogo no mundo Me jogo no mundo! Meus problemas chegando na porta da frente Hamm Saio pelos fundo Maldade aqui ainda transborda, mas aprendi usar minha fé de escudo Minha mãezinha não dorme Só fica tranquila quando eu tô em casa Já dei muita neurose Mas tô tentando até parar com a cachaça Real riqueza garanto não é o cofre Quero felicidade! Eu cansei de desgraça As ruas daqui te dão muita neurose Eu vi num loop e isso me ameaça Quem se mantém vivo aqui Merece um prêmio Nem bom, nem ruim As ruas daqui me tornaram boêmio Vagabundo dos bons malandro de verdade Nascido em dezembro Malandragem na essência Virtude e pureza é o procedimento Oh!