Logo na nossa vez de ganhar o mundo E ter do mundo o que há de melhor em tudo Pra cantar e cantar a beleza de ser Logo na nossa vez de saber do mundo O que não repetir do passado no futuro Nada pode ser tão pior do que esquecer E o que até ontem era rebeldia O mundo vendeu feito mercadoria Um sonho tão caro Dói ter que começar tudo de novo Mas não sou eu que vou Morrer calado na melancolia Me resta apostar na boa vontade Na força de um ato silencioso Forte feito um imã, nos movendo aos poucos Navegando pra longe do passado Com o que há bom no que há de novo Na luz um farol em tempos de mar revolto Eu me lembro tão bem Do primeiro ano do futuro O velho e novo milênio Noites e noites no escuro E um profeta anunciando Todo dia o fim do mundo Homens em Marte, telefones celulares A cura de tudo, mas ainda somos Tão cegos e surdos Delirando em um prazer a mais Inteligências tão artificiais Que diferença realmente faz Em 2026 ou no tempo de vocês A esperança não me fisga Um flerte tão tropicalista Se eu tenho a vida pra bancar a vista Pra vencer o fim do mês Me resta apostar na boa vontade Na força de um ato silencioso Forte feito imã, nos movendo aos poucos Navegando pra longe do passado Com o que há bom no que há de novo Na luz um farol em tempos de mar revolto