A felicidade vai Desabar sobre os homens Vai desabar sobre os homens De um cortiço alugado no bairro da Luz Deus rege a bendita da manhã com toda fé Rogada na noite passada por almas Desde a madrugada suportando em pé Nos vagões rumo ao Tatuapé De um barraco aprumado o dia no centro reluz Assanhando a boca da fome em frente ao cafés Maria tem corpo fechado Pois sente baixando o diabo lá do Tremembé Dos muros do Tremembé No encontro de Deus com o Diabo No encontro de Deus com o Diabo Às sete horas de um dia de terça-feira Na praça da sé O encontro entre Deus e o Diabo Há tempo marcado na praça da Sé Aonde a fome no pobre nunca foi motivo Do amparo de um rico no exercício da fé Deus se gabando demais Do asfalto E o diabo livrando os demais De um assalto Aonde o olho da gente não vê O ódio comprado fiado No encontro de Deus com o Diabo Debaixo de toda beleza Há certeza de um tipo de dor Disso Deus já sabia Disso o Diabo sempre gostou No calo do centro em Santa Cecília E o calor consumindo tudo o que pode No elevado aos domingos há um parque No andar de baixo há só o pobre Dizendo Eu sabia que você existia Só não que Deus também viria Milhares de almas retomando a fé Crentes da condição de que o bem se fez corpo Na confissão de um crente pro outro Seja o que Deus quiser Nos leve contigo haja o que houver Duro é que eu e o tinhoso tamo a pé E a gente veio só pro show de Tom Zé No encontro de Deus com o Diabo No encontro de Deus com o Diabo Às sete horas de um dia de terça-feira Na praça da Sé