Ouça menina linda dos lábios de doce Que brilham em chispas, que encobrem tu'lma Acreditas-te em meu rosto, minha alegria Em tantas quantas flores foram pra ti Com todo meu mundo Passem horas, voem, por sobre os tetos Em revoada de segundos mal contados Em ponteiros de relógio Corroendo os calendários E encobrindo o que é passado O tempo que a tudo cura é o mesmo que mata Então melhor deixar O tempo que a tudo mata é o mesmo que cura Pois a vida toda é uma ciranda de derrotas E vitórias encharcadas no sangue que habita a ida De uma forma de desejo para outra Passem eras voem por sob os tetos Em revoada minutos tão contados Em graozinhos de ampulheta Descobrindo os calendários E retornando o que é futuro O tempo que a tudo mata é o mesmo que cura Então melhor sobreviver