Hoje estou por desmentir adágios Render minhas escoltas Jantar meus tormentos Hoje eu vou perseguir naufrágios Velar minhas revoltas De cotovelo ao vento Aponto ao sul A fronte do meu coração Vou costear o mar Ao farol de São Simão Vou matar a musa Nessa areia incauta Que ainda me acusa Mas já não faz falta Adiós concreto Adiós contratos Vou colher da redenção Acometida a Monte Athos Adiós alvará Adiós alvenaria Que Deus me governe ileso Por toda essa rodovia Hoje estou por dispersar presságios Ajuizar escolhas Fitar o firmamento Hoje eu vou recusar atalhos Romper com o fio das horas Calar ressentimentos Acomodo velho vício Vou a um pouso prestativo Sigo chão de manhã Quieto feito fugitivo A queimar retratos Desfigurar memórias Exilar o passado Em escombros da história Adiós concreto Adiós contratos Vou colher da redenção Acometida a Monte Athos Adiós alvará Adiós alvenaria Que Deus me governe ileso Por toda essa rodovia Hoje estou por perseguir naufrágios Velar minhas derrotas De cotovelo ao vento