Uma palavra que tranca Tá presa na garganta Acho melhor falar Quem sabe eu faço um samba Feito a cachaça branca Melhor jeito é cantar Uma nota que espanta Com outra que encanta Ou então melhor parar Vou espichando esperanças Bebendo lembranças Só a vida é capaz de mostrar Um homem honesto Enquanto um dia basta pra desmascarar E um traidor cair Mas, na verdade, a verdade é algo que eu não posso acreditar Ou desmentir O meu querer urgente Fértil e tão de repente Pode não te agradar Tu culpa o ascendente Minha mente vaga ausente Começo a concordar Uma conversa franca Que sem querer arranca Fora a noção de par Quando a sangria estanca Já joguei fora a tampa Hoje eu vou me perder, vem me achar Em qualquer canto frio Com a língua ardente, meio fio Bando de gente e eu a palestrar E na mão um violão cheio de fôlego Pra eu o violar