Tem um jardim que floresce no escuro Dois rios quentes num toque tão puro Correm sem medo, sem direção Fazem amor na contramão Tremem pétalas no arrepio Teu corpo é mapa, eu sou desafio Sussurros cobrem nossa visão Mas o tato guia a paixão O ar pesa, tudo é chama O Sol invade a nossa cama Tua boca é mel, meu vício Vem dançar nesse feitiço Somos galáxia em brasa Dois astros sem asa Colidindo no tempo Sem freio, sem pausa Tambores no peito batendo Teu beijo puxando, prendendo No compasso quente do amar Sem querer parar Tua pele é névoa que me prende Teu olhar é Sol que não se rende Cada toque acende um vulcão No centro da combustão Me navega com teus sentidos Teus gemidos, meus ouvidos Nosso corpo é nota no ar E o desejo vai cantar Não tem norte, não tem sul É um eclipse azul É dança, é dança no teu corpo Sou céu e mar Somos galáxia em brasa Dois astros sem asa Colidindo no tempo Sem freio, sem pausa Tambores no peito batendo Teu beijo puxando, prendendo No compasso quente do amar Sem querer parar Oh, oh, sem querer parar