De repente, me senti depressiva igual o Tiago Trocando sono por filmes de Sion Brincando no inferno em outra madrugada Imerso em fantasia à la Miyazaki Porém não Hayao, e sim Hidetaka Sem Kirin Subestimado como Kuririn Rotulado como hikikomori Por vezes, vislumbrando harakiri Escrevendo haikus em origamis Cada obra é um tsuru Me desdobrar em mil é o que desejo Pra que eu reine no império dos sentidos E transcenda vontades e medos Deixe meu nome nas ruas como Yuzo Koshiro Logo o Sol vai raiar, raiar (raiar, raiar) Raiar (raiar, raiar) Logo o Sol vai raiar, raiar (raiar, raiar) Raiar Empunhando a caneta feito uma katana Kabuki de yokais no fio da navalha Harmonizando o silêncio à la Yamaoka Sonhando acordado à la Kurosawa Sem clã, sem mãe, sem pai, sem ani Poucas coisas fazem com que eu me anime Erros foram escritos em sumi E luto pra provar que isso não me define Quando ansiedade se faz kaiju Me sinto desmembrado num filme de Miike A fantasia final é o sono dos justos Onde as sakuras não caiam por hitokiri Logo o Sol vai raiar, raiar (raiar, raiar) Raiar (raiar, raiar) Logo o Sol vai raiar, raiar (raiar, raiar) Raiar (raiar)