Café na garrafa, estrada no peito Farol da esperança, Deus vai no meu leito Doze eixos rodando, na fé do volante Com o retrato dela preso no espelho diante Do Mato Grosso ao sertão de Goiás Vejo o sol nascer nas curvas que a vida traz Com milho e com cana, carrego o Brasil Na boleia é que eu canto o meu destino viril E a cada parada num posto qualquer Lembro da minha mãe fazendo café Sou caminhoneiro, filho do sertão Na estrada da vida, sigo com o coração De Delta a Milano, levo meu cantar Com poeira no chapéu e saudade no olhar Strada e cuore, la mia verità Con il vento sul viso e la libertà Dal Brasile all’Italia io porterò Il profumo del campo che non morirà Encho a carroceria de sonho e suor No rádio, modão e o cheiro de flor Planto a esperança em cada estação Com soja, com milho e com oração Na colheita da vida, eu sigo cantando Na lida da terra, sigo semeando Com fé e viola, levanto o sertão Sou parte da roça, sou do caminhão A lembrança aperta, mas faz bem demais Lá em casa me esperam, sei que volto em paz Sou caminhoneiro, filho do sertão Na estrada da vida, sigo com o coração De Delta a Milano, levo meu cantar Com poeira no chapéu e saudade no olhar Strada e cuore, la mia verità Con il vento sul viso e la libertà Dal Brasile all’Italia io porterò Il profumo del campo che non morirà