Precisa da cirurgia Pra ficar perfeita igual à outra Feiura perseguia Queria pérola em vez de ostra Havia clínica Cobrava preço barato Promessa típica Se livre do rosto ingrato Mas o resultado Não foi o esperado Comenta a desconhecida Sobre uma nova saída Havia clínica, cobrava preço barato Promessa típica: Se livre do rosto ingrato Eu vi o seu lugar Abandonado, como está O mais puro contraste Do que existia no seu olhar Palavra bonita Bela mentira Tão repetida Uma em cada esquina Lá estava seu corpo Largado, fedido Assassino fez pouco Lhe pôs apelido Veja a fulana Late justiça Beijou o vilão Ódio atiça Prefere ter Sangue derramado Pelo príncipe Bem-encarado Veja a fulana chorando Está esperando Voltar pro malandro Quando o monstro Vai afogar com gozo Ela vai sorrir, lágrima cair Ela não quer Não quer com você Mas quer Com monstro, seboso Quando o monstro Pedir desculpa Vai aceitar Sua amada, gozada Vou lhe transformar Num monstro igual eu Vai respirar meu ar Céu escureceu Vou lhe apontar Quando atravessar Rua que faz andar E perder o ar Quanto irá durar Respirando o ar Que nasci respirando Com outro julgando? Havia algo suspeito Na repetição Talvez algum defeito Mais que superstição É claro que esse dia chegaria Outra família, mas não era iguaria Vilões agora vítimas Sustentam os urbanos Vítimas antes perdidas Tinham plano profano Eles estavam aqui Planos traçados Agora o que sobraram São seus calçados Estavam aqui Vendendo sorriso Agora eles devem estar Embaixo de algum piso Eles estavam aqui Fazendo piada Sorrindo, rugindo Na casa errada Limpa, limpa Se sente suja É o que tinha Alma tão imunda Pesadelo Nem assusta É ameno Quando vida é puta Suja, suja O imundo Casa é sua O seu mundo