Héi rawê Héi rawê Anumáh Anumarah’i Flautas, marãgkás, preces ecoarás Rezas e cantos tribais Ho, ho, ho Tambores envolto em tawari Tuxauas, tuxauas, tuxauas I-nhaã-bé Tepi Saaripé das mil tucandeiras Vestem as minhas mãos Sinto espinhos alucinando a mente, minha mente Meus olhos viram a repleta escuridão Da minha tez emanam os olhos e asas de gavião Num transe lancinante, em raios e trovões Enfrento as feras Sopradas das eras Bichos mutantes, rastejantes Enfrento as feras Sopradas das eras Há!! Há!! Há!! Na névoa, a bruma turva Tatuarana de fogo é Porantim, é Porantim Na fúria dos Anhangueras No sopro do grande pajé Expulsa os Urubás e Iguaretés Waumá, Waumá Êpyhrá Tucandeira, tucandeira Waumá, Waumá Êpyhá Dança o pajé no rito milenar Wathiamã, Wathiamã Hodierno Sateré!