Xangô não grita Xangô só chega E quando chega Já vi muita gente jurar Que a vida é dura e não devolve o que fez Mas justiça não é barulho É o tempo cobrando no passo da lei Tem gente que fala demais E tropeça na própria versão Xangô observa de longe Quem anda torto cai pela intenção O mundo gira do jeito certo Gira no eixo que Xangô moldou Quem planta vento colhe vento Quem planta verdade, prosperou Não se engane Filho de Xangô, quando liga, é pro trovão Não é ameaça, é aviso A justiça dele nunca falha a missão Não se engane Filho de Xangô, quando liga, é pro trovão Quem tá na sombra tropeça Quem tá na luz pisa firme no chão Passei por mentira barata Gente fingindo o que nunca é Mas Xangô conhece o peito do homem Não adianta querer fugir do axé Se bater de frente com a verdade Vai ter que encarar a real A vida devolve o que a boca falou E o coração assinou sem moral Xangô não se apressa Xangô não se atrasa Xangô não erra o alvo Ele acerta dentro da casa Quem tá devendo sente Quem tá tranquilo dorme A justiça é implacável Mas nunca desonra o nome Não se engane Filho de Xangô, quando liga, é pro trovão Se a vida cobra agora É só fruto da própria intenção Não se engane Filho de Xangô, quando liga, é pro trovão Eu sigo firme e limpo Quem tem verdade, não teme o clarão Não se engane Filho de Xangô, quando liga, é pro trovão É pro trovão É pro trovão