Dão a entender, não vão dizer Sempre dizem o que são, porque nunca serão Pelo vão da porta, o olho quer tudo o que vê Inveja a vista, mas não quer se comprometer Entusiastas discretos da lógica de barata As mangas da camisa transbordam de cartas Sangue frio, covardia primata Que vidinha pequena De pena em pena, é a vida que se drena Mesmo à luz do dia, cuidado onde pisa É a analogia que meu vô fazia Nem tudo o que exala perfume se distância da carniça Então era dessa sujeira que ele dizia Apostam lenços que choraremos nesta cena Era a sujeira que eu não via Essa gente fluente em mentiras A verdade é idioma que não aprecia É criação? Mau caráter? Questão de psiquiatria? Foda-se a ordem dos fatores, equação na mesma simetria Vocês vão cair! Anota aí! Vocês vão cair! O aviso é certo E lágrima de filho da puta não me comove!