Quando o inverso crer: fazer verso é ser Chego lá Quando o alinhar mudar de lugar Chego lá, lá, lá, lá E o que faço quando o aqui, esse soberano horrível, me calar? E o que faço contra o som do silêncio em meus ouvidos que fala, que manda morrer e matar? Formas belas na penumbra divagando devagar Sem saber aonde estar Me chama a chama débil como vela muito mais leve que o ar Sem palavras, o que sente sem expressar Quando o pé no chão encobrir o vão Chego lá Quando o coração me lavar as mãos Chego lá E o que faço quando, ou se, a condição de estar vivo não vingar? E o que faço quando a dor faz da consciência um filho vulgar que vive a chorar? Mas sempre há formas belas em palavras ruminando o meu vagar Sem saber por quê estar Me chama a chama débil como vela muito mais leve que o ar Uma nota que insiste em retumbar Eu sei, eu fiz, eu sou, chego lá